quinta-feira, 4 de março de 2010




MUSA FRANCA


Poetas, poetinhas e punhetas
resultam na libido de escrever:
explosão da vontade de se ter
liberado o caralho ou a boceta.

A casta siririca da ninfeta
não deixa seu cabaço se romper,
e o tolo bardo quer fazê-la crer
que jamais lhe escreveu pensando em greta.

As canções que no rádio sempre tocam,
tão falsas que me deixam paranóico,
abusam do eufemismo e me provocam.

Assim, na sina de poeta estóico,
à musa franca que outros nunca evocam
empunho a minha pica em verso heróico!

Marcos Satoru Kawanami

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