sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010



SONETO DE NASALIDADE

a Vinicius de Moraes

De tudo ao meu nariz serei atento;
e tanto e pouco e no jamais e antes,
que mesmo em face de dois elefantes
mais cause minha tromba alumbramento.

Por ele hei de viver sempre asmático
de assoar minha alma, e escarrar sua escória;
enamorado e não menos pneumático...
da sublime função respiratória.

E assim, quando mais tarde me procure
quiçá o vexame, angústia de quem vive,
quiçá a rinite, conforme Deus mande;

possa eu me dizer do nariz (que tive):
que não seja imoral, inda que grande,
mas que seja aquilino, e não pendure.

Marcos Satoru Kawanami

.
ilustração do site: http://portaldoprofessor.mec.gov.br

8 comentários :

Adriana Godoy disse...

KKKKKKKKKKKKKK!!!!! Ótima paródia!

"Nariz, ai meu nariz
Como falam mal desse nasal
Que é tão normal"...Juca Chaves

nina rizzi disse...

rsrs...
bom, só não vá meter o nariz onde não é chamado, hein! rsrs

um cheiro, menino.

Gabriela disse...

Você é, no mínimo, versátil.

Lara Amaral disse...

hahaha...

Muito massa! Lembrei-me do meu namorado e sua alergia sem fim.

Abraços.

tonholiveira disse...



RiNitsch? ops!

Mas ri!
Nariz...

Grande sonetista!

Abraços!

Viiii disse...

Muuuito boom!! Acho que vou adotar essa paródia, tenho uma alergia que não me larga faz mais de um ano!!!
Parabéns pelas belas palavras, criatividade e versatilidade!
Abraços

.Leonardo B. disse...

[de palavra em palavra, de passo de água em passo de água, a margem das letras que compostas no breve tempo, é lenta, sinuosa... abrupta]

um imenso abraço

Leonardo B.

BAR DO BARDO disse...

Uma paródia e tanto.

Parabéns!