sábado, 20 de fevereiro de 2010



NONSENSE 5



ô mania feia essa! o mesmo grupo do colarinho branco e engravatado que hoje assalta os cofres públicos em que o cidadão deposita seus impostos foi, no passado, o grupo revolucionário armado que assaltava os bancos onde o cidadão poupava o que sobrava do pagamento de seus impostos.


(Clodovil) -- só de pensar na morte, eu me mijo.
(Clóvis Bornay) -- eu me cago.
C. -- eu não morro nem mooorrrta, santa!
B. -- é, morta é que tu não morre mesmo...
C. -- e se inventarem de me cremar?
B. -- pra ocupar menos espaço?
C. -- tá maluca?
B. -- ah, mas nunca te falaram que tu é espaçosa?
C. -- só me cremam por cima do meu cadáver!
B. -- eu hein? a tua fama era de inteligente; só porque eu sou farinheiro, resolveu falar merda?
C. -- hoje você tá só o pó.
B. -- redenta est, terra terrae.
aí, apareceu no cemitério o Ronaldo Esper procurando dois vasos pra decorar seu atelier, e eu tive que ajudar o cara porque somos da mesma paróquia e ele é amigo da minha avó. nisso, tomaram um puta susto, e se pirulitaram as almas penadas do Clóvis Bornay e do Clô, para os íntimos.
caraca, meu, confidenciei pro tio Esper, as pior alma são as que pensa que estão viva...
"e os piores vivos são os que não vivem." - arrazoou (ou seria arrasou? ou zoou?) tio Esper.


faça tudo que puder na vida. inclusive limpar a caixa-de-gordura, engraxar os sapatos, e deitar rosas brancas no túmulo do teu primeiro amor adolescente, e jamais correspondido.


Dra. Erika Hist Érica
(proctologista e relações públicas freelancer do Senado Federal)
.
illustration from the site: http://www.impawards.com

13 comentários :

BAR DO BARDO disse...

Tu és um necropândego!

tonhOliveira disse...



Deitar rosas brancas no túmulo do teu primeiro amor adolescente jamais correspondido.

Eu teria que plantar um jardim...
foram tantas as paixões não correspondidas.
Êta menino tímido, "cagão", foi este que vos fala!

Maravilhoso diálogo "entrebixas", Clô-Cló-tildes!

Tu és muito kawanAMIGO!

:)

Marcos Satoru Kawanami disse...

Tonho,

pois é, a cura da minha romantísica foi o humor e a sátira autoesculhambatória.

fui um pouco tímido. hoje, meu apelido é Calaboca.

Soneca disse...

Poema bipolar.

Inté

ps: Gostei.

Adriana Godoy disse...

hehehehehe...eta, trem bão!!! bj

Marcos Satoru Kawanami disse...

Comadres,

Só pra registrar no Registro Civil: o meu primeiro amor foi do sexo feminino...

...e todos os amores subseqüentes também, até onde eu pude pôr a mão...


o.O
Marcos

Marguerita disse...

"Vanity, my favorite sin" não é a última frase do Advogado do Diabo?

O diabo na pele do jornalista inflando o ego do jurista.

Bjooo

Marguerita disse...

Pior que não é caseiro!

rs!

BOm-dia!

Mile Corrêa disse...

kkkkkkkkkkkkk
muito boa a sua imaginação, rapaz!
adorei! rs

Tryck GT disse...

Óia, que locuragem!
Gostei! :)

Bela idéia a de "deitar rosas brancas", mas meu gosto mudou com o tempo, então não faria muito sentido hoje! hehehehe

Abraço!

Mirse Maria disse...

Muito bom, Marcos!

Eu gostaria de ouvir este diálogo ao vivo e à cores.

Beijos

mirse

a clara menina Clara disse...

Tu não devia nem ler a Clara Arôxa então. Para quê ler se não há sempre "Literariedade"?

Elga Arantes disse...

!