domingo, 28 de fevereiro de 2010







JUANA VÊ

"Meus olhos vêem tudo, mas nada compreendem."
Juana Santos Carvalho







Eu vejo tudo, e não compreendo nada
do que ao redor de mim se vai movendo;
meu pensamento tem sempre o adendo
socrático que assumo, conformada.

Num corpo de mulher fui adequada,
e desde que nasci estou morrendo;
mas alma livre sou, e vou querendo
os ledos sonhos dos contos de fada.

Está em toda parte o bom mistério
sagrado que compõe a Criação,
decifrá-lo não cabe ao meu olhar.

Pois sigo um firme e racional critério
decantado em humilde coração:
eu vejo tudo, para tudo amar.

Marcos Satoru Kawanami

.

10 comentários :

BAR DO BARDO disse...

Não entendo. Amo.

Mas o meu amor não ignora. Ilumina-nos.

Isadora M. disse...

e o mundo diz: o quê?

não sabe? um "o quê" pode matar toda a humanidade...

tonhOliveira disse...



Não entendo nem mariJUANA!

Dela tudo sei,
mas não a prendi
não aprendi!

Abraços!

Bruno disse...

Sabedoria.

Adriana Godoy disse...

Fiquei com peninha da esfinge.

Sabedoria, como disse o Bruno. Bj

Ana Karenina disse...

Um tanto Lispector e Chico Buarquiano. Logo, lindo demais da conta.

P.S.: Já estava morrendo de saudades de seus versos.

Mile Corrêa disse...

Aqui no seu blog, acontece
coisa parecida comigo.
Eu leio tudo, para tudo amar. rs
E de tanto gostar de seus textos,
mesmo sem saber se você liga pra
essa bobagem de selo, dediquei
um selo que recebi pro seu blog.
Se quiser conferir está no post
"Sobre o AMOR", no segundo PS.
Um beijo.

Mirse Maria disse...

É isso aí, Marcos!

Amando sempre se chega a um bom lugar!

Lindo seu poema-soneto!

Beijos

Mirse

Juana disse...

Eita não tinha visto esse post!
Adorei!
''eu vejo tudo, para tudo amar.''
Muito bom!

Lara Amaral disse...

Perfeito esse poema!

Beijo.