quinta-feira, 28 de janeiro de 2010



SONETO AO LUAR

para Ludwig van Beethoven

Eu lembro..., a tarde já desfalecia
quando a graça invadiu-me toda a mente,
e eu fiz-me mais dorido, mais carente
ao saber que pra sempre amá-la-ia.

Em chão sagrado tu me aparecias
deixando-me mais triste, mas contente,
numa estranha prantina sorridente
entre um Pai-Nosso e dez Ave-Marias.

Menina, parecias um menino?,
o que eu via era um anjo interior,
o qual timbrado está em teu destino.

E desse tão singelo modo foi-te
dado gratuitamente o meu amor
ao nascer da Lua, ao cair da noite.

Marcos Satoru Kawanami

.
ilustração do blog: http://infinitoparticulardalva.blogspot.com

11 comentários :

BAR DO BARDO disse...

Som sin
gelo.

Bom!

Viiii disse...

muito fofo a sua alusão à Sonata ao Luar, certamente uma belíssima música

Mirse Maria disse...

Belo, Marcos!

O soneto é sempre uma obra de arte.

Abraços

Mirse

tonhOliveira disse...



Tu não és deste século...

Tu és de todos os séculos!

Grande sona(e)ta!

.....

Agora a piada:
Pra onde foi a mala?

Ahahah!

Adriana Godoy disse...

Marcos, gostei de sua alma triste e gentil. Esplêndido. beijo.

Lisa Alves disse...

atemporal :)

Elga Arantes disse...

não sei nem o que achei.

quer dizer, antes, achei uma linda declaração de amor. "A mulher dele deve se orgulhar", rs.

nó, que péssimo, nem sabia que era alusão a alguma coisa...

vero:) disse...

Entao.
sobre o texto, se quiser..

Lara Amaral disse...

Muito bonito o soneto, parabéns!

Abraços.

nina rizzi disse...

eu vou oferecer todos meus oLvidos ao bethoveen...

Fred Matos disse...

Belíssimo poema, Marcos
Grande abraço