domingo, 6 de dezembro de 2009









QUANDO


para Constança, prima e noiva falecida de Alphonsus de Guimaraens


Quando tudo na vida parecer perdido;
quando tu despencares na dura verdade,
sentindo os dissabores da realidade
contra teu sonho, para sempre abatido;

quando os teus amigos te derem as costas;
quando da amizade tu mais precisares,
mas este bem fugir esquivo pelos ares,
e o mundo sem sentido não te der respostas;

quando a derrota for triunfante e total,
faltando-te a saúde física e mental
para que te defendas de toda opressão;

quando enfim só restar-te amarga solidão,
não peças a mundana ou celeste clemência,
pois tens um bem maior: a tua consciência.

Marcos Satoru Kawanami

.

4 comentários :

Adriana Godoy disse...

Nossa! Lindamente triste. Um belo soneto, Marcos. Fico cá a pensar...Beijo.

Mai disse...

Perfeito!
Um grave sentir onde a beleza do poema atenua a dor.

Excelente, Marcos.
Abraço.

Gabriela disse...

A verdade é que me sinto quase infantil quando leio seus textos.
Parabéns.

Lara Amaral disse...

Arrasou, amigo!

Muito bom!