domingo, 15 de novembro de 2009


IRMÃ


Ao mundo fui dado, por Deus, sozinho
na indiferente urbe bandeirante;
mas remanesça da infância distante
a perene imagem do meu anjinho.

Naqueles meses de flores rotundos
mais se entrelaçavam nossos destinos;
entre brejeirices e desatinos,
juntos, nós desvelávamos o mundo.

Se a vida começamos lado-a-lado,
não há de ser assim a vida inteira;
porém, vendo eu minh’ora derradeira,

lembrarei de ti, anjo bem-amado
(prima amiga da ímpia alma minha),
porque te amo, minha irmãzinha...

4-abril-1996, Rio de Janeiro —Galeão
Marcos Satoru Kawanami
.

9 comentários :

BAR DO BARDO disse...

Lindo...
Amor assim é o que há!

Adriana Godoy disse...

Bela declaração de amor > beijo.

Mirse Maria disse...

Lindo é pouco!

Fazer um soneto com um tema familiar, é a glória!

Parabéns, Marcos!

Beijos

Mirse

Marcos Satoru Kawanami disse...

Henrique,

vc notou que nessa época o meu verso tinha o pé quebrado?


Adriana,

um beijo também pra ti.


Mirse,

a caridade começa em casa.


=D
Marcos e Luciane

Fred Matos disse...

Você engessou o pé do verso, Marcos?

Belo soneto.

Abração

leticiak disse...

Obrigada, meu grande irmao poeta!

Elga Arantes disse...

Sereno e lindo.

Sunflower disse...

Amén.

Marcos Satoru Kawanami disse...

Sun, amém? tá me tirando, maninha?