terça-feira, 15 de setembro de 2009











NAVIO


a Camões





Este que os mares singra com pujança,
vaga de continente a continente
a levar para sempre um bem ausente,
a trazer o imigrante e a esperança.

Com coragem viril ao léu se lança
da fortuna até mesmo imprevidente
que, por vezes, não sai impunemente,
a soçobrar qual sonhos de criança...

Navio ou belonave, embarcação
que rasga com o peito despojado
o líquido da vida ou perdição,

carregou, no seu ventre, do passado
os astronautas sem hesitação
"em perigos e guerras esforçados".

Marcos Satoru Kawanami

.

7 comentários :

Juana disse...

puxa Marcos brigada :)
eu gosto de ler seu blog.

Adriana Godoy disse...

"carregou, no seu ventre, do passado
os astronautas sem hesitação" bonito seu poema...o seu navio fez uma bela viagem. Bj

Adriana Karnal disse...

Marcos,
Lindo teu blog, e ese poema da nau que cruza mares está eslêndido...

Úrsula Avner disse...

Olá Marcos, seu blog é bem cuidado e o poema apresenta versos fortes e bem articulados. Muito obrigada por sua visita e gentil comentátrio. Um abraço.

Marcos Satoru Kawanami disse...

Godoy,

Este trecho, você escolheu certo: é a parte que saiu de mim.

Junker disse...

Muito bom, da pra colocar o camoes no chinelo (Y)

nina rizzi disse...

marcos,

os meus poemas preferidos são os históricos. quer dizer, antes destes os bem construídos.

vc também logra êxitos, hm ;)

um beijo.