terça-feira, 15 de setembro de 2009











NAVIO


a Camões





Este que os mares singra com pujança,
vaga de continente a continente
a levar para sempre um bem ausente,
a trazer o imigrante e a esperança.

Com coragem viril ao léu se lança
da fortuna até mesmo imprevidente
que, por vezes, não sai impunemente,
a soçobrar qual sonhos de criança...

Navio ou belonave, embarcação
que rasga com o peito despojado
o líquido da vida ou perdição,

carregou, no seu ventre, do passado
os astronautas sem hesitação
"em perigos e guerras esforçados".

Marcos Satoru Kawanami

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