sexta-feira, 18 de setembro de 2009












DESPOETIZANDO


a Bocage







Quem pensa que o Poeta é diferente
só porque faz do Verso a sua saga,
esquece que o Poeta peida e caga,
e assim a rima estraga, inconseqüente!

Mentira que o Poeta sempre mente
e, em brancas nuvens, vive e só divaga…
Poeta, se tem renda, o Imposto paga;
e é da Urbe, da Roça e do Presente.

O ofício de escrever é dom mesquinho,
mais vale um Albert Einstein que um Cervantes;
junto a Newton, Pessoa é tão tolinho…

Nos dias atuais ou mesmo antes,
não transcende o Poeta o seu vizinho:
ou é inócuo, ou irrelevante…

Marcos Satoru Kawanami


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