sexta-feira, 12 de junho de 2009

O AGORA PERDIDO



O AGORA PERDIDO

Vivendo nesta esfera cibernética,
inquietos a sofrer com liberdade,
contraditoriamente com saudade
de idos tempos regrados por uma ética

que, mais que uma moral propensa à estética,
todos aprisionava em sua verdade:
aqui estamos na pós-modernidade,
nave desgovernada, assim frenética!

Será que o ser humano está fadado
a sempre insatisfeito e tristemente
caminhar com saudade do passado,

e também esperar sofregamente
um futuro feliz sempre alijado,
frustrado a vida inteira no presente?

Marcos Satoru Kawanami


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