terça-feira, 30 de junho de 2009


NONSENSE 1

Aí, eu misturei tudo no liquidificador, e tomei com gasolina. Mas foi o quentão da festa junina é que me deu aquela hemorróida, a qual eu soquei logo pra dentro com o consolo de pau da minha avó.


Pior que isso, só "jornalismo sério, imparcial e competente".
Ah, tio, vai cagá, ô!

Bando de mercenário! Bando de mafioso!



Chica dos Prazeres Aquino Rêgo
(minha porção mulher, e mulher homossexual)

mulher homossexual = SAPATÃO, para quem não captara a perspicácia da colocação; mas isso não significa que eu ande colocando por aí.


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sexta-feira, 26 de junho de 2009











SONETO À SOGRA
"Eu amo a sogra da minha mulher!"
(Dicró)


Quem ama a mãe da esposa é destinado
a ter segunda mãe no casamento,
cujo desvelo afável faz momentos
de eternidade, eternos, conjugados.

Caminha o marido lado a lado
com os pais do querido complemento;
quem quer dessa família estar isento,
não pode ter seu próprio clã honrado.

Ser mãe de um ser amado é dom divino,
se santo é o próprio Amor que nos dá a Vida
que vem da Virgem Mãe do Céu querida.

Portanto, aqui redijo um ledo hino,
se tal louvor subido um genro logra
expondo como é bom amar a sogra.

Marcos Satoru Kawanami

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Velho Tema I








Só a leve esperança, em toda a vida,
Disfarça a pena de viver, mais nada;
Nem é mais a existência, resumida,
Que uma grande esperança malograda.

O eterno sonho da alma desterrada,
Sonho que a traz ansiosa e embevecida,
É uma hora feliz, sempre adiada
E que não chega nunca em toda a vida.

Essa felicidade que supomos,
Árvore milagrosa que sonhamos
Toda arreada de dourados pomos,

Existe, sim: mas nós não a alcançamos
Porque está sempre apenas onde a pomos
E nunca a pomos onde nós estamos.


Vicente de Carvalho
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terça-feira, 16 de junho de 2009










SONETO SHOELESS

ao Glauco Mattoso

No afã de superar minhas manias
de símio faniquítico cristão,
adotei como pai o velho Adão,
e fui circuncidar tudo o que eu via.

Eu quis Raquel, porém casei com Lia,
e ainda de pastor servi Labão;
topei com boi chifrudo em contra-mão,
lançando as bases da Cornogonia…

Corinthiano sou, e não santista,
porque não vi jogar o rei Pelé
que teria me feito um vitorista!

Eu gosto de louvar mesmo é o Mané,
o sumo do resumo idealista,
eu gosto é de mulher que tem chulé!


Marcos Satoru Kawanami
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segunda-feira, 15 de junho de 2009









A POESIA










Após disposto o mundo, o infinito,
Logo o Senhor pensou na Poesia;
E foi Ele o primeiro, em harmonia,
Que escreveu o poema mais bonito!

Pôs-lhe o nome de “Amor – Amor bendito –
Fez-lhe um hino de encanto, a melodia
Que ainda canta hoje a cotovia…
E aos Anjos ensinou-lhes som e rito!

Houve festa no Céu, cânticos ternos!
Inspirados, suaves e fraternos
Na voz dos Anjos, santos e profetas!

E foi desde essa hora, sublimada,
Que Deus deixou a lira consagrada
No coração e alma dos Poetas!

Clarisse Barata Sanches

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sexta-feira, 12 de junho de 2009

O AGORA PERDIDO



O AGORA PERDIDO

Vivendo nesta esfera cibernética,
inquietos a sofrer com liberdade,
contraditoriamente com saudade
de idos tempos regrados por uma ética

que, mais que uma moral propensa à estética,
todos aprisionava em sua verdade:
aqui estamos na pós-modernidade,
nave desgovernada, assim frenética!

Será que o ser humano está fadado
a sempre insatisfeito e tristemente
caminhar com saudade do passado,

e também esperar sofregamente
um futuro feliz sempre alijado,
frustrado a vida inteira no presente?

Marcos Satoru Kawanami


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sábado, 6 de junho de 2009

Corpus Christi



CORPUS CHRISTI

Meu fardo é leve, disse Jesus Cristo;
porém por muito tempo eu iludido,
de racionais sofismas imbuído,
o mais óbvio por mim não era visto.

Redenção nada tem a ver com isto
de A mais B vezes C que é dividido
por um D que nos deixa subtraídos
do convívio divino, tão bem quisto.

A razão é apenas instrumento,
tosco reflexo na terrena lida
da vontade real, do sentimento.

Ao revelar-se a sorte prometida,
a esmo tem-se todo provimento
na sem-razão do amor da fé da vida.

Marcos Satoru Kawanami

quarta-feira, 3 de junho de 2009

POEMA QUE ERA

paraúna
graúna
juruna
suassuna
—essas eram as rimas

eu te amo
—esse era o clichê

verdes mares bravis de minha terra
—essa era a chave de ouro


Marcos Satoru Kawanami
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