sábado, 4 de abril de 2009



COMPASSO


Bate o martelo:
Bala-que-baque.
Faz um flagelo,
Sem contra-ataque.

Bate e não pára,
Hora após hora,
E assim prepara
Furor que chora!

Mas não estoura!
E se conforma.
O fim agoura...
Mas segue a norma.

Bate o martelo,
Cai o suor:
Contradizê-lo?...
Será pior.

Faz um flagelo:
Bala-que-baque.
Bate o martelo,
Sem contra-ataque.

Marcos Satoru Kawanami


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3 comentários :

CHRISTINA MONTENEGRO disse...

Essa pede música...
BJS!

Sunflower disse...

torce o parafuso.

Eloisa disse...

Que legal esse poema Marcos!
Acho que hoje irei assistir um filme do Chaplin, só não sei qual. rere :)
Abraços!