sábado, 11 de abril de 2009



ARTE METAFÍSICA


Estranha arte é esta de escrever...
Sem pincel, sem cinzel a obra cresce
e toma forma, e nem forma carece
para que a outrem venha a entreter!

Um papel sujo basta ao seu mister,
um papel que no lixo alguém esquece...
Na folha rota que o desdém merece,
é nela que o poema vai nascer.

Poesia, prima-irmã da Matemática
que no papel também faz teorema,
tem ela sempre musa mais simpática.

Seguem Música e Dança o mesmo esquema,
brotando da sublime e etérea prática
qual do nada também brota um poema.

Marcos Satoru Kawanami

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Teorema da impressão que se tem de um ângulo quando visto sob determinada inclinação:        http://memoriasdaliravelha.blogspot.com/2011/08/corintiano-maloqueiro-e-sofredor.html



6 comentários :

CHRISTINA MONTENEGRO disse...

Cada vez que venho aqui está melhor...
BJS!

Larissa disse...

Adorei não apenas o desenvolvimento, mas também o tema do poema. Acho que escrever é algo fascinante. Parabéns pelas analogias, e pelo bom trabalho dos nossos conceitos tão pré-estabelecidos.

Lais Dutra. disse...

adoro suas poesias (:

Bill Falcão disse...

E o pessoal fica reclamando do "nada". É de lá, como dito no poema, que saem as coisas!
Abraços!

Eloisa disse...

own Marcos, me emocionei com teu comentário haha
mas é que eu estava ouvindo titãs " insensivel" , ai não tem como nao se emocionar né?!
me bateu um sentimento estranho - saudade de você.
Abraços, Elô!

andré pinheiro disse...

muito legal o soneto.
muito bom mesmo!
parabéns!

um abraço.