terça-feira, 10 de março de 2009






SONETO MARGINAL


Silvam velozes ventos; reverberam
luzentes melodias de engrenagens;
os carros saem todos das garagens;
quatrilhões de neurônios deliberam...

Gigantes colossais gusa encarceram,
e vertem a matéria das ferragens;
nas árvores germinam as serragens,
enquanto todos sonham que prosperam...

Avante!, urbe, metrópole paulista:
non ducor, duco”, diz teu bravo lema;
teu lema insubmisso, idealista!

Enquanto, fora, voga tal esquema
de progresso, barganhas e conquista:
eu, marginal, cinzelo este poema.

Marcos Satoru Kawanami

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