terça-feira, 10 de março de 2009






SONETO MARGINAL


Silvam velozes ventos; reverberam
luzentes melodias de engrenagens;
os carros saem todos das garagens;
quatrilhões de neurônios deliberam...

Gigantes colossais gusa encarceram,
e vertem a matéria das ferragens;
nas árvores germinam as serragens,
enquanto todos sonham que prosperam...

Avante!, urbe, metrópole paulista:
non ducor, duco”, diz teu bravo lema;
teu lema insubmisso, idealista!

Enquanto, fora, voga tal esquema
de progresso, barganhas e conquista:
eu, marginal, cinzelo este poema.

Marcos Satoru Kawanami

.

5 comentários :

Maria Inácia Bellico disse...

Poema bonito. Bem original, adorei o jogo de palavras. E obrigada por visitar o meu blog. O seu é ótimo. Amo poesia.


Bjim*

Fee disse...

Eu já tinha lidooo... lero-lero!!
rs
Marcos, às vezes o seu rebuscamento faz o meu cérebro soltar fumaça!!

"Hey, São paulo,
terra de arranha-céu,
a garoa rasga a carne,
é a torre de babel!"
(Nego Drama - Racionais MCs)


Foi dessa música que eu lembrei lendo o esse seu poema pela primeira vez.

Bjo

Isabelle.C. disse...

"os carros saem todos das garagens;
quatrilhões de neurônios deliberam..."

se eu sair de casa dez minutos antes da sete horas, meus neuronios chegam calmos...mas dez minutos depois, é o inferno urbano.

beijo! : )

Calila das Mercês disse...

Bom viu!!

Gosto demais dos seus poemas..
Ah, uma dúvida?

Onde acho o seu livro??

Saudações

Bia Maia disse...

Linda poesia!parabéns por seu blog!Muito bem vindo ao meu!
http://olhardentrodosolhos.blogspot.com

beijos!
Bia Maia