quinta-feira, 19 de março de 2009

POETA MENOR

POETA MENOR
ao velho bardo Manuel Bandeira

Com dois livrões: o Código Penal
mais o Civil, de capa a capa lidos,
teúdos, manteúdos e engolidos,
se faz um Bacharel Judicial.

Com porcas, parafusos de metal,
concreto, vergalhões, homens polidos
no Cálculo de Newton, entendidos,
a carta de Engenheiro é bem legal.

Jurando pelo Hipócrates antigo,
depois de nove anos de esqueleto,
germina um médico doutor amigo.

Sem vulto para o último terceto,
o poeta contempla o próprio umbigo,
e dá cabo de mais um seu soneto.

Marcos Satoru Kawanami

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