sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

soneto de carnaval



RUBICUNDA

Eu sempre quis rimar com “rubicunda”
a farta bela boca da Mulata,
que até hoje meu peito desacata,
e meu crânio, de pranto, pois, inunda…

O Amor é fogo que arde pela bunda
que abunda e retumba e diz na lata
da bunda européia super-chata:
—Quem manda no terreiro é a Raimunda!

Mas…, por de injusto ser chamado o mundo,
não posso “rubicunda” aqui rimar
após num tal problema ir a fundo:

Insiste o Dicionário em afirmar
que é vermelho o que se diz rubicundo;
e a Mulata, esta cor, não tem pra dar…

Marcos Satoru Kawanami