quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009







O POSTE







Pintado a fogo, outrora, lembra o Império
aquele poste preto de fundido
ferro; pela ferrugem corroído
guarda, dos tempos, líricos mistérios...

Decrépito, vergado, deletérios
insultos de bandidos tem ouvido;
ânsias de Amor jamais correspondido
moldaram-lhe este aspecto assim funéreo.

Vinhetas ornamentam sua base,
e, acima, sua luz, à noite, aventa
a memória que eu guardo e me atormenta:

Eu era adolescente, e um dia quase,
ao pé do poste, lívido a beijei,
amor sem nome, estado, crença e lei.

Marcos Satoru Kawanami

.

6 comentários :

Cami disse...

O primeiro amor..... aquele que a gente nunca esquece!

Parabéns, mais uma vez!

Te lembra de me enviares teus textos para publicar no e-blogue sempre que você quiser, ok?

Mail: cami2409@hotmail.com

Bjs

Minnie_ disse...

Sabe do que eu lembrei?
Daquele poste de Nárnia... imagina quanta história esse poste poderia contar!
Me fez passear em lembranças...

Um beeijo!

Fee disse...

Meu primeiro amor foi minha grande decepção. Mas valeu!
Num poste eu também ganhei o meu primeiro beijo, mas dei um azar danado de o meu irmão caçula, que contava com quatro aninhos na época, ter sido testemunha. À quantas chantagens eu cedi!

Fee disse...

E...
Vc leu um texto que não é meu.

Eloisa Faccio disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Eloisa Faccio disse...

'Primeiro amor, por quem tanto chorei.'
Quem não chora pelo primeiro amor?!
é o mais puro dos amores, o mais sincero.
Obrigada Marcos pelos lindos comentários, desculpe-me por não responder antes.
Sua irmã tem razão. Irei cuidar do meu jardim. :)

Abraços!