sábado, 14 de fevereiro de 2009

O CAMPONÊS

O camponês, de pé descalço, a terra
vai arando de sol a sol, sereno
a calejar as mãos no seu pequeno
puído arado que jamais emperra...

Às vezes na paz, às vezes na guerra,
longe, o mundo destila o seu veneno;
mas o campônio, de fadigas pleno,
labuta e, qual carneiro que não berra,

a sina aceita de dia após dia
ir murchando esgotado de suor,
suor que faz um rio que assim o guia

à tenda de seu Deus, seu bem maior.
E ele que o pão dá à gente vadia,
fome talvez passe, ou coisa pior...

Marcos Satoru Kawanami

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5 comentários :

Marianna Neves disse...

Agora pergunta se gostariam de mudar de vida!! Trocar o cheiro da bosta de vaca pelo esgoto da cidade, trocar a poeira do barro pela poeira da fumaça e bactérias... =P

Bjooo!

Nathália disse...

É, essa vida não deve ser fácil :/

Sunflower disse...

talvez passe por coisa pior...

Anônimo disse...

Brigada amor!
cafehsemleite.blogspot.com [/aqui]

Eloisa Faccio disse...

O camponês deveria ser valorizado, os pequenos deveriam. Eles ganham menos e fazer o bem maior, o bem geral. Isto me deixa indignada, mas indignação não é o suficiente é preciso ação. parei já! :)

rosto bonito é photoshop. rsrs
ah sim, caretas porque não sei sorrir.

Abraços, Eloisa!