segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

POR TODA A VIDA






POR TODA A VIDA


para Mário Quintana,

que (en)cantou a Infância
com a lira singela da ternura



Quando eu era pequenino
a falar comigo mesmo,
a viver ao léu, a esmo
na sem-razão de menino:

Felicidade era a minha!,
andando de braço dado,
fingindo ser namorado
de minha irmã caçulinha...

E os adultos que passavam,
da tolice que julgavam,
zombavam muito de mim.

Não sabiam, por cegueira,
que iriam a vida inteira
procurar algo assim.

Marcos Satoru Kawanami

8 comentários :

Nathália disse...

que lindo *-*

Nathália disse...

e, ah, pode deixar que eu passo o aviso para a menina. Ela não vai cair nessa onda de bebida não, até porque ela quer ter uma pele bonita e um fígado saudável!

Fee disse...

Coisa mais linda!
É o que sempre digo, porque é verdade, oras.
Eu brincava de namorados com minhas primas, porque minha mãe dizia que não era pra eu brincar com os primos, porque estes, eram muito assanhados. rs
E eu já fingia morrer de amor, pode isso!! Hoje, eu quero viver de amor e pagar as contas.

Coisa mais linda, repito.

Tiago Faller disse...

Muito bom!

Saudades dos tempos de criança, onde não haviam problemas sem solução.

Salve Jorge disse...

Eles que riam
Mal sabiam
Que em si não mais cabiam
Enquanto iam
Se perdendo...

Tânia disse...

Lindo poema..lindo !!
Bjos

Cami disse...

Haaaa, quantas vezes quis voltar a ser criança....

Bjs

Intermitências de Ecos disse...

"Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!..."

Álvaro de Campos [Fernando Pessoa]


Todos nós trazemos um pouco do nosso passado na algibeira, não é verdade?!

Gostei :)