segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

POR TODA A VIDA






POR TODA A VIDA


para Mário Quintana,

que (en)cantou a Infância
com a lira singela da ternura



Quando eu era pequenino
a falar comigo mesmo,
a viver ao léu, a esmo
na sem-razão de menino:

Felicidade era a minha!,
andando de braço dado,
fingindo ser namorado
de minha irmã caçulinha...

E os adultos que passavam,
da tolice que julgavam,
zombavam muito de mim.

Não sabiam, por cegueira,
que iriam a vida inteira
procurar algo assim.

Marcos Satoru Kawanami